20 de dezembro de 2009

miss daisy e os t.a's

Me sinto na minha pele novamente, a estranheza desse ano passou, minhas obssessões me governam, como sempre, como eu me acostumei nos ultimos 5 anos. Eu já não posso ser diferente, as vezes tudo que eu faço é chorar, mas não consigo viver se não assim, não consigo sobreviver e eu tenho lutado para simplesmente sobreviver e estar bem.
Espero ter meu humor de volta em algum momento, se eu me esforçar muito, talvez... talvez ele se torne mais proximo, ao alcance das mãos.
Minhas lágrimas não tem sido o bastante, nem a angustia nos olhos, o gosto amargo na boca, a fome, o cansaço...o silêncio... se alguém pudesse saber o que se passa dentro de mim, se alguem pudesse sentir...

Tenho andado triste... eu tenho andado muito triste...

1 de dezembro de 2009

Lloyd, Im ready to be heartbroken



Camera Obscura

12 de novembro de 2009

Calças de palhaço que dançam

Um dia uma garotinha vestiu calças engraçadas, eram grande e tinham bolas verdes. Ela se armou com um sorriso no rosto e dançou no meio da rua com a graça de toda sua infância. Aquela menina cresceu, hoje se equilibra em saltos altos: "coisa de gente grande", mas ela nunca abandona seus sapatos de boneca, que mostra uma personalidade dócil, uma menina meiga, que talvez possa ser especial para algumas pessoas.

Era uma vez... somente uma garota. Com seus problemas de ponta pé inicial, meio insegura , um pouco durona, um pouco maldosa.

28 de outubro de 2009

Disorder test - miss daisy

DisorderRating
Paranoid:High
Schizoid:Moderate
Schizotypal:Very High
Antisocial:High
Borderline:Very High
Histrionic:High
Narcissistic:High
Avoidant:Very High
Dependent:Very High
Obsessive-Compulsive Disorder:High

-- Take the Personality Disorder Test --
-- Personality Disorder Info --

27 de agosto de 2009

da mente.

Desde que tentei me matar as coisas se tornaram delicadas, tudo se tornou muito delicado, as pessoas me tratam como se eu fosse quebrar a qualquer momento. Até eu mesma tenho medo da minha fragilidade, porque não é só palpável, é visível, estou mais pálida que nunca. Sou o retrato perfeito da doença, e tenho vergonha. Olho no espelho e desejo morrer com toda essa gordura, nada me faz sentir bem, a única coisa que me faria feliz seria tira-lá dali e nada mais.
Isso me assusta, porque vejo onde tudo chegou, não importa o que digam ou o que aconteça, minha mente sempre se volta para essa obsessão e me COME.
A noite tenho medo de desligar a TV, adio a hora do silêncio, porque é quando as vozes na minha cabeça vem me atormentar, mais e mais, e sou obrigada a apalpar todo o meu corpo e reconhecer o monstro que eu sou. Isso dói mais que tudo, doença-mental, doente mental¿ As vezes eu não gosto nem de tentar entender, de levar até a razão, porque é doloroso demais. É doloroso demais para mim. Posso entender a depressão dos grandes gênios, não que eu seja um, mas existe realmente um sentimento além da tristeza e da depressão que talvez funda as duas coisas, que se alie a uma solidão crônica desesperada. É um sentimento que talvez só os suicidas consigam notar, qualquer coisa é melhor que estar vivo.

24 de agosto de 2009

50 comprimidos

Aquela menina decidiu se matar, igualzinho como no livro, ela não parava de ouvir a voz na cabeça.
Tomou os comprimidos, um por um, 50, chorando...Foi parar na emergencia. E eu, tudo que eu me lembro das memorias dela são fragmentos, de sangue, soro, tubos no nariz, paredes de hospital, camas de hospital.


Ela sobreviveu...

6 de agosto de 2009

miss daisy diary

Todos os dias ao acordar tenho esperanças que o dia seja melhor, ou ao menos um pouco melhor que o anterior. Sem tantas lágrimas, sem o cansaço que me abate, sem a tristeza acumulada.
Ao me olhar no espelho, mal me reconheço, sou um mero esboço sujo do que um dia eu fui, todos os meus sonhos e esperanças se perdem no meu cansaço, meu rosto amarelado são as páginas em branco que eu deixei: jogadas... Eu me abandonei, eu me esqueci e não tenho forças para lutar por mim.
Estou doente... Estou muito doente, não posso gritar, não posso contar os meus segredos, estou enterrada... E não sei quem cavou tão fundo. Desejo tanto, todos os dias, ao colocar a minha cabeça no travesseiro, ter força. Mas eu estou doente, não me olhe assim, eu fiz todas as minhas juras, eu fiz minhas orações... Eu me tornei inexistente.
Eu me lembro, eu queimo aos poucos, eu me lembro... Eu me lembro.... Eu me lembro de amar... Sempre...um dia eu consigo, tenho esperanças.

3 de junho de 2009

Manhã Fria

Como se o gelo saísse de dentro, as pontas dos dedos são vermelhas e queimam de frio, segurando um pequeno copo de plástico com chocolate quente, miss daisy lê o jornal sentada num banco da faculdade. Na primeira página a chamada é de morte, e nas seguintes ela se fortalece. Miss daisy anda leve, desliza, silenciosa, mergulhada em pensamentos acende um cigarro, o primeiro de muitos. Seus sentimentos em manhãs frias são fragilizados... o sol na vida, a vida ao vento. O céu, o casaco azul, os cabelos ao vento, fragmentos de um rosto pálido.

7 de maio de 2009

A vida de miss daisy

Depressão.
Depressão;
Depressão...


Eu não fui feita para viver sozinha, andar sozinha, falar sozinha... Eu gosto de como meus irmão gritam e bagunçam por todos os lados, eu gosto dos seus 7 e 11 anos. Eu gosto da pré-adolescencia. Do riso da minha mãe, e do sorriso doce que ela tem... eu curto a rabugisse do meu pai sentado todas as noites no sofá... eu gosto de pedaços de grama, de céu azul e de noites frias. Do vento que passa pelas árvores até chegar a mim... Foda-se o que o mundo diz, e as idiotices rebeldes... Amar não é "descolado"... eu não sei fazer isso... Não gosto... nem preciso.

23 de abril de 2009

para-pare-espere

Porque eu sempre volto às mesmas metáforas? Como é chato ser eu, ser eu mesma deve ser mais insuportável ainda. Ouvir sempre as mesmas canções, duzentas vezes de uma vez, com a cabeça doendo de garganta tapada. Desenhos animados me divertem, e meu apelido mais carinhoso é "caduca"... Vai entender, vai ver não sou eu quem bebe, alias eu não bebo: eu fico bêbada com xarope e cinzas de cigarros.
Os enfeites a minha volta são cinzeiros cheios e uma vontade louca de exterminar a cozinha; Tomar um banho quente e se enfiar embaixo das cobertas tentando parar o frio crescente é meu hobby mais frequente.
Delírios invadem minha cabeça tentando salvar o que já está perdido, minha história de pessimismo pode ser contada como mau exemplo em cada esquina. Para quem queira ouvir: nada de importante, uma garota egocêntrica.
Paralisada....paralisada...